quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sem dias.


Sem horas pra contar,
Sem palavras pra tecer , 
Sem melodia pra cantar, 
Sem chão pra viver 

Sem falta pra sentir,
Sem rumo pra tomar, 
Sem alegria pra sorrir, 
Sem mundo pra decifrar 

Vou discorrendo o morto tempo, 
Na passividade do instante, 
Na constância dos embargos, 
Ao som de meu peito errante

Às margens do rio,

Persisto vagando,
Entre vidas e mortes,
Sombrio encanto

Sem prazo pra voltar,

Sem lágrimas pra escorrer,
Sem rumo pra caminhar,
Sem saída pra viver

Encontro o paraíso,

O embelezar da alvorada,
Na beleza de sua tolice,
Na imensidão de sua estrada.

(Poesia escrita por Lucas Dantas e Renan Furtado)




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